Em Santarém, criança de 3 meses, com quadro clínico considerado delicado, aguarda transferência para o Hospital Regional

Desde a última sexta feira (28) a criança está com sangramento nos olhos e boca e precisa de transferência urgente; a burocracia atrapalha.
O pequeno C.A precisa de internação, urgente

Na última sexta feira, 28 de agosto, uma criança de três meses, do sexo masculino, das iniciais C. A. F. S., deu entrada no Hospital Municipal (HMS) de Santarém Dr. Alberto Tolentino Sotelo, com sangramentos nos olhos e na boca. 

De acordo com informações da mãe da criança, Diana da Silva Ferreira, no sábado a criança teve uma parada cardiorrespiratória. Os exames realizados foram inconclusivos.

Diante do quadro, foi solicitada transferência para o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), mas, até agora, a família não recebeu nenhuma resposta.

“As informações que obtivemos é que não há leito no HR. As manchas no corpo da criança estão se espalhando, a criança corre risco de morte”, disse a mãe, desesperada.

A reportagem do RD Notícias solicitou informações junto à direção do Hospital Municipal. A assessoria enviou à redação a seguinte nota:

Quadro clínico

C. A. F. S., 3 meses, deu entrada no Hospital Municipal (HMS) de Santarém Dr. Alberto Tolentino Sotelo no dia 28 de agosto, com sangramentos nos olhos e na boca. 

A criança passou por exames laboratoriais e ultra-sonografia abdominal. Ele foi internado na pediatria do HMS com suspeita de hemofilia. Ontem, 31 de agosto, o paciente passou por exames no Hospital Regional Baixo Amazonas (HRBA), o exame mostrou uma icterícia importante desde o nascimento, além do sangramento espontâneo pela boca e olhos. O bebê fez também teste do pezinho mais detalhado. 

O paciente tem retorno no Regional para realizar um exame de colangiorressonancia, no dia 2 de setembro.

A pediatra do HMS solicitou transferências, no dia 29 de agosto, para enfermaria pediátrica do HRBA e até o momento aguarda leito.

O paciente tem um quadro clínico delicado.

Diante do quadro de saúde delicado da criança, que precisa urgentemente de atendimento médico, a sensatez e o bom senso por parte dos órgãos de saúde parecem inexistentes. Falta humanidade, falta “jogo de cintura” e até mesmo boa vontade para tentar resolver a situação. Um total descaso para com a saúde pública.

Sobre leito para a criança, a reportagem do RD Notícias foi informada de que a regulação de transferência é feita via Secretaria de Saúde do Pará (9ª Regional da Sespa). Entramos em contato com o órgão, porém, as informações só podem ser obtidas com autorização da direção, no caso, da enfermeira Marcela Tolentino, que não estava presente no momento.

À medida em que aguarda a resposta de leito para fazer a transferência da criança para o HRBA, a família, humilde, se vira como pode. Alguns exames, como de sangue, por exemplo, estão sendo feitos em clinicas particulares. Apenas uma tomografia foi realizada via SUS (Sistema Único de Saúde) e a família aguarda o laudo. Nesta quarta feira (2) está agendada uma ressonância em uma clínica particular.

Enquanto não se resolve o problema a criança continua perdendo sangue e correndo risco de vida.

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PS: Durante toda amanhã de hoje (01) a reportagem tentou contato com a direção da 9ª Regional da Sespa para saber informações sobre o leito para a criança. Até o fechamento desta matéria não obteve resposta. Caso se manifeste por meio de nota, será adicionada à matéria.