Justiça converte em temporária prisão em flagrante de advogado suspeito de feminicídio em Santarém

Investigação descarta a hipótese de suicídio apresentada pelo suspeito, o advogado Wlandre Leal.
Wlandre Gomes Leal é suspeito de matar a companheira com facada no tórax – foto: Reprodução/Redes sociais

A Justiça converteu em temporária a prisão em flagrante do advogado criminalista Wlandre Leal pelo crime de feminicídio da companheira, Thainá Yarina dos Santos Cardoso, de 29 anos. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (20), em Santarém, no oeste do Pará.

Wlandre havia sido autuado em flagrante pelo delegado da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), Kleidson Castro, após os primeiros levantamentos da Polícia Civil apontarem indícios de feminicídio. Com a decisão judicial, o suspeito permanecerá preso enquanto as investigações prosseguem.

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Segundo a Polícia Civil, a hipótese de suicídio, apresentada pelo advogado, foi descartada com base nos elementos iniciais colhidos pela perícia e pela equipe de investigação. No apartamento onde o casal morava foram encontrados roupas e objetos espalhados, indicando sinais de luta. Além disso, conforme a polícia, a lâmina da faca apreendida no local possui largura incompatível e inferior à extensão do ferimento no tórax da vítima.

A POlícia Civil informou que as investigações estão em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do caso e reunir mais provas que subsidiem o inquérito policial que tem prazo de 10 dias.

Entenda o caso

Thainá Yarina dos Santos Cardoso morreu após ser atingida por um golpe de faca no tórax, por volta das 20h40 de domingo (19), no apartamento onde vivia com Wlandre Leal.

Ao ser conduzido para a Deam, o advogado afirmou que houve uma luta corporal entre o casal e alegou que a companheira teria desferido a facada contra o próprio peito. Segundo ele, após o ocorrido, acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Militar.

Durante o depoimento, Wlandre também declarou que Thainá já teria tentado tirar a própria vida em ocasiões anteriores, inclusive em um relacionamento passado, e que, durante os quatro anos em que estiveram juntos, ela teria tentado suicídio cortando os pulsos.

As declarações foram contestadas por familiares e amigos da vítima. Nas redes sociais, pessoas próximas afirmaram que Thainá era dedicada à filha e não acreditavam na possibilidade de suicídio.

À Polícia Civil, uma irmã da vítima relatou que o relacionamento era marcado por ciúmes excessivos por parte do suspeito. Ela também apresentou mensagens enviadas por Thainá horas antes do crime. 

O casal morava junto havia aproximadamente seis meses. A investigação segue sob responsabilidade da Deam.

Fonte: Janela Amazônica

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