Policlínica e Natea de Santarém alcançam mais de 37 mil atendimentos em seis meses

Unidade de saúde do Governo do Pará fortalece a assistência ambulatorial e o diagnóstico especializado na região do Baixo Amazonas
Foto: Marcelo Lelis / Ag. Pará

Aos 71 anos, João Garcia Pereira deixou a consulta na Policlínica/Natea de Santarém satisfeito com a atenção recebida e com o próximo passo do cuidado encaminhado: agendar os exames solicitados. “O atendimento foi maravilhoso, o médico é bem atencioso. Gostei do atendimento”, contou.

Paciente João Garcia Pereira ficou satisfeito com o atendimento recebido

A experiência também trouxe uma reflexão sobre um hábito que ele reconhece entre muitos homens: adiar a procura por assistência. “Nós, homens, às vezes, deixamos mais para lá mesmo, mas é importante se consultar com o urologista, com o cardiologista, ver se está tudo bem e ter esse acompanhamento”, destacou.

O relato de João ajuda a traduzir o significado dos 37.210 atendimentos e procedimentos realizados pela unidade desde a inauguração, de abril a setembro de 2026. Sob gestão da Sespa, a Policlínica/Natea de Santarém reúne assistência ambulatorial, exames e atendimento especializado a pessoas com transtorno do espectro autista, ampliando as possibilidades de cuidado na região.

Nos primeiros seis meses de funcionamento, foram registradas 16.515 consultas e 20.695 exames. São números que representam diferentes momentos da jornada de quem procura o serviço: a primeira avaliação, a investigação de um sintoma, o acompanhamento de uma condição de saúde e a orientação sobre como continuar o tratamento.

João Pereira durante a consulta médica na Policlínica
João Pereira durante a consulta médica na Policlínica

Para João, a atenção do médico foi um dos pontos mais importantes da experiência. Ao fim da consulta, ele já estava com as solicitações de exames e seguiria para o agendamento na própria unidade. “Agora vou sair já com os exames na mão, só marcar a agenda ali na frente para quando tiver que vir fazer”, relatou, referindo-se aos pedidos recebidos durante o atendimento.

Essa continuidade entre a consulta e as etapas seguintes da assistência é uma das prioridades da gestão, afirma a diretora executiva Leia Sandim. “Cada pessoa que chega à unidade traz uma necessidade e uma expectativa de ser ouvida e encontrar orientação. Nosso compromisso, à frente da gestão, é organizar os serviços para que esse cuidado tenha continuidade, com equipes integradas e atenção às necessidades de cada usuário. Esses primeiros meses representam a construção de vínculos com a população e a oportunidade de oferecer assistência especializada mais perto de onde as pessoas vivem”, destaca.

Atendimento especializado e apoio às famílias

Das consultas realizadas no período, 11.188 foram ambulatoriais e 5.327 ocorreram no Núcleo de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (Natea). A presença do Núcleo na estrutura da unidade amplia o acesso ao acompanhamento especializado e oferece um ponto de apoio para usuários e famílias que buscam assistência.

A integração entre a Policlínica e o Natea reúne diferentes demandas em um mesmo serviço, exigindo da gestão o planejamento dos fluxos, a organização das agendas e a articulação das equipes.

O balanço dos seis meses também registra 13.305 análises clínicas, 1.918 radiografias, 1.251 ultrassonografias gerais e 1.403 tomografias computadorizadas, além de outros exames.

A oferta desses procedimentos dá suporte à investigação diagnóstica e às decisões dos profissionais sobre o acompanhamento de cada paciente. Para quem chega à consulta com dúvidas sobre a própria saúde, representa a possibilidade de avançar na avaliação e receber orientações para as próximas etapas.

A produção mensal passou de 2.022 consultas e exames em abril para 11.008 em setembro. O crescimento acompanha a ampliação dos serviços nos primeiros meses de funcionamento e reforça a participação da unidade na assistência especializada à população.

Entenda

A Policlínica/Natea de Santarém integra o plano do Governo do Pará de ampliação do acesso à saúde especializada nas diferentes regiões do Estado. A estratégia descentraliza a assistência a partir do modelo da Policlínica Metropolitana, entregue em Belém em 2020, e da implantação de unidades em outros municípios paraenses.

Em Santarém, o balanço inicial ganha sentido nas experiências de quem utiliza o serviço. Para João, o atendimento foi também um incentivo a manter o acompanhamento e a olhar com mais atenção para a própria saúde — uma atitude que ele espera ver compartilhada por outros homens.

Texto: Ascom / Policlínica e Natea de Santarém

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