Tecnologia será usada pela primeira vez no Pará para agilizar a transmissão dos resultados das urnas em áreas remotas durante as Eleições 2026.

O Pará utilizará, pela primeira vez, satélites de baixa órbita na operação de transmissão dos resultados das Eleições 2026. A tecnologia será empregada principalmente em áreas remotas e de difícil acesso, onde a infraestrutura convencional de comunicação apresenta limitações.
A novidade faz parte do planejamento do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) para o pleito deste ano e foi apresentada durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (1º), em Belém.
A utilização dos satélites busca garantir mais velocidade e capacidade de transmissão de dados durante a apuração, além de facilitar a instalação dos equipamentos em localidades isoladas do território paraense.
Ao todo, o planejamento prevê 476 pontos de transmissão em locais de difícil acesso, além de outros 1.277 pontos em áreas urbanas e 101 instalados nos cartórios eleitorais.
Tecnologia para enfrentar as distâncias do Pará
A dimensão territorial do Pará é um dos principais desafios logísticos enfrentados pela Justiça Eleitoral. O estado possui 1,24 milhão de quilômetros quadrados, 144 municípios e 5.919 locais de votação.
Entre esses locais, estão 2.480 em áreas rurais, 944 em localidades ribeirinhas, 95 em comunidades quilombolas e 58 em aldeias indígenas.
Nesse cenário, a conexão via satélite de baixa órbita será utilizada como alternativa para ampliar a comunicação em regiões onde o acesso por redes convencionais é mais limitado.
A tecnologia integra uma operação que contará com 22.072 seções eleitorais e um eleitorado de 6.267.107 pessoas no Pará.
Satélites fazem parte de operação logística
A conectividade é apenas uma das frentes da estrutura montada para o pleito. Para transportar urnas, equipamentos e equipes, o TRE-PA prevê o uso de 4.786 veículos terrestres, 1.203 embarcações e sete aviões e seis helicópteros.
Também está previsto o transporte de 3.299 urnas eletrônicas por meio de embarcações, enquanto 55 locais de votação dependerão de transporte aéreo.
A operação terá ainda 4.382 rotas planejadas para distribuição e recolhimento das urnas.
Monitoramento climático
A logística eleitoral também contará com acompanhamento das condições meteorológicas. O TRE-PA estabeleceu uma rede de cooperação com o Censipam, Semas, Inmet e Defesa Civil do Pará para receber boletins climáticos diariamente.
O monitoramento é considerado estratégico diante da possibilidade de alterações nas condições de rios, estradas e pistas de pouso, que podem exigir mudanças nas rotas de transporte das urnas e das equipes.
Apuração
O primeiro turno das Eleições 2026 está marcado para 4 de outubro. No Pará, a votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
A previsão apresentada pelo TRE-PA é de que o resultado matematicamente definido ou eventual encaminhamento para segundo turno esteja concluído por volta das 21h30.
A utilização dos satélites de baixa órbita, portanto, faz parte de uma estrutura criada para lidar com uma das principais características da eleição no Pará: a necessidade de conectar e transportar equipamentos eleitorais em um território extenso, com milhares de localidades espalhadas entre áreas urbanas, rurais, ribeirinhas e indígenas.
Fonte: DOL
