Exposição: “Anãma Tapajós Histórias e Memórias impressas no Barro” abre dia 6 de maio no Centro Cultural João Fona

A mostra apresenta um conjunto de 95 peças artísticas (remos em madeira, pinturas e tecidos) que evidenciam as relações entre memória, território e ancestralidade, a partir da cerâmica como linguagem artística e expressão cultural.
Foto: Divulgação

O Centro Cultural João Fona recebe, no próximo dia 6 de maio de 2026, às 18h, a abertura da exposição “Anama Tapajó: Histórias e Memórias Impressas no Barro”, projeto realizado com recursos da Política Nacional Lei Aldir Blanc PNAB) de Incentivo à Cultura por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult) com apoio da Secretária Municipal de Cultura e do Centro Cultural João Fona. No dicionário Tupi- Guarany anãma é uma palavra que se refere à família, parente, nação e povo.

A mostra apresenta um conjunto de 95 peças artísticas (remos em madeira, pinturas e tecidos) que evidenciam as relações entre memória, território e ancestralidade, a partir da cerâmica como linguagem artística e expressão cultural. A exposição propõe ao público um mergulho sensível nas narrativas visuais que atravessam saberes e identidades amazônicas.

A abertura contará com um momento de encontro entre público e realizadores, marcando o início da programação expositiva. Com entrada gratuita, a exposição segue em cartaz de 6 a 22 de maio de 2026, com visitação de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, no Centro Cultural João Fona, localizado na Orla de Santarém.

Pesquisa estilística – A exposição “Anama Tapajó: Histórias e Memórias Impressas no Barro” é resultado de uma pesquisa estilística feita pelo artista Vítor Matos a partir de três mostruários em exposição no Centro Cultural João Fona que guardam os 95 fragmentos arqueológicos da cerâmica de Santarém em seu acervo. A referida pesquisa resultou no livro artesanal de 52 páginas com o título da exposição. O livro tem apresentação do presidente da Associação de Letras e Artes de Santarém (ALAS), Renato Sussuarana e prefácio da profa. Dra. Lílian Rebelato da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).

Anãma Tapajós em números – A exposição resulta de uma pesquisa estilística feita a partir de 95 fragmentos cerâmicos de três mostruários arqueológicos do Centro Cultural João Fona. Desses 95 fragmentos foram selecionados (curadoria) 51 para realizar a produção artística da exposição. Foram produzidas 51 pinturas utilizando a técnica mista de aquarela e lápis pastel a óleo. Das quais 25 foram utilizadas para confecção de remos em madeira de três tamanhos diferentes totalizando 84 peças (80 cm, 60 cm, 40 cm).

Acessibilidade e Inclusão – A Exposição também contém objetos produzidos em baixo relevo e áudio descrição para inclusão de pessoas como baixa visão ou cegueira total. A áudio descrição foi produzida por Jeter Rezende que é pessoa com deficiência (PCD) e preside a Associação Santarena para inclusão das pessoas cegas e com baixa visão. A exposição também receberá alunos do centro de apoio pedagógico para pessoas com deficiência visual vinculado ao Centro de Atendimentos Educacionais Especializado Dr.
José Tadeu, que farão uma vivência a partir da leitura pelo tato de nove objetos artísticos. “Esse tipo de exposição contribui e incentiva o desenvolvimento do tato, do espírito crítico e do interesse pela informação”, afirmou Jetter que também é professor transcritor e coordenador do Centro de Apoio Pedagógico. Ele ressalta que esse tipo de exposição é bastante raro de ocorrer em Santarém. Ele afirma ainda, que desde 2020 não ocorre nada parecido na cidade. No dia 15 de maio, os integrantes da ASSIC farão uma experiência imersiva na exposição.

Desenhos feitos a partir de outras 15 peças foram impressos em tecido, sendo três em formato de rede que refletem o costume dos povos tradicionais e ribeirinhos. O conjunto das três redes é composto por nove pinturas diferentes, sendo três em cada rede. Mais seis peças de 1m completam o conjunto de impressões em tecido.

Oficinas – O projeto prevê a realização de duas oficinas. Uma direcionada aos servidores que atuam no Centro Cultural João Fona e outra, aberta ao público na qual serão debatidos o processo de pesquisa e elaboração da exposição Anãma Tapajó: Histórias e Memórias Impressas no Barro”.
“A exposição reforça a importância das políticas públicas culturais no fortalecimento da
produção artística regional”, enfatiza Vítor Matos.

Serviço:
O quê? Exposição Anãma Tapajó: Histórias e Memórias Impressas no Barro”
Quando?: de 6 a 22 de maio no Centro Cultural João Fona (CCJF) (Orla de Santarém-
Praça São Sebastião)
Hora: Abertura dia 6 de maio.18h. Visitação de 7 a 22 de maio de 8h às 18h.

Colaborou: Lenne Santos / Assessoria

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