Estudos foram feitos na Ufopa em parceria com instituições de renome nacional e internacional

Uma palmeira muito comum na região amazônica, Astrocaryum murumuru, ou simplesmente murumuruzeiro, que é rica em ácido láurico, mirístico e oleico, está sendo estudada no Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento Farmacotécnico e Cosmético (LPDF), ligado ao Instituto de Saúde Coletiva (Isco) da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) como alternativa sustentável aos sistemas de liberação de fármacos para uso na indústria cosmética e farmacêutica. Testes com a manteiga de murumuru como base para o desenvolvimento desses sistemas de liberação demonstraram “ótimo” desempenho.
Esse sistema de liberação de fármacos desenvolvido a partir de manteiga vegetal apresentou resultados promissores em testes laboratoriais, com excelente perfil de liberação e penetração cutânea, sem toxicidade. Os achados indicam potencial para a criação de formulações tópicas mais seguras, com menor risco de irritação e maior aceitabilidade pelos usuários. A proposta pode contribuir para tratamentos dermatológicos mais acessíveis e bem tolerados, ao mesmo tempo em que integra eficácia terapêutica e responsabilidade ambiental no desenvolvimento de novas tecnologias de saúde.
Evidências até agora: As implicações clínicas de uma liberação prolongada são explicadas pelas pesquisadoras Amanda Caroline Esquerdo da Silva e Profa. Dra. Kariane Mendes Nunes, coordenadora do LPDF. “É possível manter concentrações terapêuticas por um período mais prolongado com uma única aplicação, o que reduz a frequência de uso, melhora a adesão ao tratamento e aumenta o conforto e a segurança do paciente”, esclarece a pesquisadora Kariane Nunes.
Leia matéria completa em: https://www.ufopa.edu.br/
Universidade Federal do Oeste do Pará – Ufopa
Assessoria de Comunicação
