Bloco Tacacunty marca estreia no Circuito Tapajônico de Carnaval com celebração da diversidade e defesa do Rio Tapajós

A iniciativa conectou o espírito carnavalesco à pauta de direitos, visibilidade e pertencimento, consolidando-se como um novo marco cultural em Santarém
Divulgação

Santarém viveu, no último sábado (21/02), um momento histórico no calendário cultural e carnavalesco com a estreia do Bloco Tacacunty, iniciativa da Marcha LGBTQIA+ de Santarém em parceria com a Produtora Clandestina e o LaCasa, integrando a programação oficial do Circuito Tapajônico de Carnaval 2026, realizado pela Secretaria Municipal de Cultura.

Com concentração em frente ao LaCasa, o cortejo reuniu público diverso e marcou a cidade como palco do primeiro bloco de rua voltado à comunidade LGBTQIA+, promovendo ocupação do espaço público por meio da arte, da música e da afirmação de identidades. A iniciativa conectou o espírito carnavalesco à pauta de direitos, visibilidade e pertencimento, consolidando-se como um novo marco cultural em Santarém.

“O nome Tacacunty, junção de tacacá, símbolo da identidade amazônica, com a expressão cunty, ligada à cultura LGBTQIA+, traduz a nossa proposta de unir tradição e cultura dissidente em um carnaval plural, inclusivo e amazônico. Participar do Circuito Tapajônico é histórico por garantir visibilidade e direito à cidade, reafirmando que a população LGBTQIA+ também constrói o carnaval de Santarém com pertencimento e resistência”, destacou Jackson Paiva, coordenador do bloco.

A programação contou com apresentações de Allana Show, Bruno Sinclair, DiUary e a KIKI BALL, levando para as ruas performances e expressões da cultura ballroom, em um dos momentos mais marcantes do evento, ampliando o diálogo entre carnaval popular e cultura LGBTQIA+ negra e periférica.

Além da celebração, o bloco também teve forte dimensão política e socioambiental. Ao final do cortejo, foi realizada uma intervenção pública em defesa do Rio Tapajós Livre, com a participação da liderança indígena Alessandra Korap, reforçando a importância do rio como território vivo, cultural e ancestral para os povos da região.

Após o cortejo, o público seguiu para o after oficial no LaCasa, com programação musical que manteve o clima de celebração e fortalecimento da cena cultural local.

Fonte e fotos: Bloco Tacacunty

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